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Óscares 2011

por Paula Antunes, em 01.03.11

  

E o que dizer da cerimónia de óscares deste ano?

Bem, na generalidade fiquei agradavelmente surpreendida. A cerimónia decorreu fluidamente, com as categorias principais intercaladas nas restantes, o que diminui sempre a monotonia eventualmente provocada pelas 3h e tal que esta dura.

James Franco estava claramente sobre o efeito de alguma substância estranha, coisa que foi ficando mais e mais notória com o avançar da hora. Anne Hathaway, por sua vez, esteve sublime. Foi generosa (safou Franco umas quantas vezes), engraçada, espirituosa, enfim, um encanto. :)

 

Os comentadores portugueses pareciam um casal a ter uma discussão em público, tentando disfarça-la. Eram bocas, interrupções, disparates, informações erróneas de parte a parte. Foi pior ainda do que a TVI já nos tinha acostumado. Enfim, nota 3... em 10. 

 

Agora os vencedores propriamente ditos... Aqui a coisa foi o que se esperava. Sem surpresas tanto que este ano acertei nas principais nomeações todas. Colin Firth era um dado adquirido, Natalie Portman mais que expectável, Christian Bale só por milagre o perderia, Melissa Leo era a minha aposta, os argumentos iriam obviamente para "O Discurso do Rei" e "A Rede Social". Melhor filme, "O Discurso do Rei" (se ganhasse a Rede dava-me uma coisinha má). As categorias técnicas para "Inception" (duh, ano fraco em competição), Guarda-Roupa e Direcção Artística para "Alice no País das Maravilhas".

Até aqui foi cada tiro cada melro. 

 

Apenas 1 categoria foi uma ligeira surpresa. Melhor Realizador. Ganhou Tom Hopper (que era o meu favorito), mas que eu tinha como ideia que ficaria num honroso 2º lugar atrás de David Fincher. Afinal a academia decidiu premiar o homem por trás do "Discurso do Rei". Foi justo, mas se o óscar tivesse ido para David Fincher também o era. Seria sempre para um dos dois.

 

No final, as estatuetas ficaram relativamente divididas:

 

King's Speech – 4

Inception – 4

The Social Network – 3

The Fighter – 2

Alice – 2

Toy Story 3  - 2

Black Swan – 1

 

E para o ano lá nos encontraremos! Yours truly, Oscar addicted since 1990. ^^

 

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Publicado às 14:06

WAG

por Paula Antunes, em 25.02.11

 

Governo quer que a profissão conste no Cartão do Cidadão

 

A profissão vai passar a fazer parte do Cartão do Cidadão. Saber se alguém é funcionário público, médico, bombeiro, engenheiro ou jornalista e que actos profissionais pratica vai estar à distância da consulta da informação que está no chip do Cartão.

 

 

Jornalista da iSábado/i ganha processo por difamação contra autor de blogue

 

Durante anos Fernando Esteves, jornalista da Sábado, conta que que foi insultado porposts e comentários do blogue “Médico explica medicina a intelectuais”. Mas não ligou. Até que alguém o aconselhou que devia actuar judicialmente contra o autor.

 

 

UMAR quer “trazer assédio sexual para a agenda política" e realizar estudo

 

Através de um questionário, feito porta a porta e disponível online, a Umar quer descobrir o que sabem os portugueses sobre assédio sexual: “o que sabem sobre o assunto, que legislação conhecem, se já foram vítimas e se conhecem quem já tenha sido vítima”.

 

 

Ricky Gervais escreve entrada fictícia para os apresentadores dos Óscares

 

O controverso apresentador dos Globos de Ouro, Ricky Gervais, não tem intenção de ir à cerimónia de entrega dos Óscares, neste domingo, mas fez questão de sugerir um diálogo de entrada aos apresentadores deste ano, os actores Anne Hathaway e James Franco.

 


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Publicado às 16:30

OT - Oscar Thoughts

por Paula Antunes, em 24.02.11

 

The King's Speech

 

O Discurso do Rei é o filme do ano.

Não que seja o melhor filme de sempre, nem de perto nem de longe, mas é ainda assim um dos melhores de 2010 (a par de "Black Swan" e na minha opinião "The Fighter").

 

Este é sobretudo um filme de actores. Geoffrey Rush e Helena Bonham Carter iguais a si mesmos, ou seja, com mais duas excelentes interpretações, que não surpreendem quem está familiarizado com o trabalho de ambos, mas que vale sempre a pena rever.

 

Argumento interessante, embora sem rigor histórico, mas uma narrativa que prende e flui. Boa realização - Tom Hopper não é o favorito - esse posto cabe a David Fincher em "The Social Network" - mas é competente e poderá mesmo chegar ao óscar.

 

A pérola do filme é no entanto Colin Firth, naquele que é - para mim - o melhor papel da sua carreira. Quando não conseguimos imaginar outro actor no seu lugar, quando nos sentimos transportados para dentro do filme, quando ficamos angustiados com a angustia de uma personagem, então é caso para aplaudir de pé. Não é possível que o óscar lhe escape, mas em tal absurda eventualidade, estarei disposta a escrever uma carta de profundo repúdio à academia! É quão boa a sua prestação é.

 

The King's Speech é o tipo de filme que a academia gosta de ter como melhor filme do ano, no entanto nos últimos tempos, com a sentida moderização a que se obrigaram para cativar novas gerações, acabámos por ter filmes completamente diferentes a serem reconhecidos. O que levanta a questão: será que em nome dessa suposta modernização a academia atribuirá o óscar a "The Social Network"? 

 

Para mim TSN não chega aos calcanhares do DdR. Mas já me enganei antes nos vencedores. A ver vamos. 

 

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Publicado às 19:01

OT - Oscar Thoughts

por Paula Antunes, em 23.02.11

 

The Kids Are All Right

 

Não é que o filme não seja bom. 

As interpretações são-o, sem qualquer dúvida. Annette Bening ao seu mellhor nível (o melhor mesmo desde "American Beauty"), cujo oscar só lhe escapará para as mãos de Natalie Portman em "Black Swan"; uma excelente Julianne Moore (acho que ela não sabe desempenhar mal um papel) e Mark Ruffalo com um óptimo desempenho e nomeação justa. 

 

É como dizia: não é que o filme não seja bom. Nomeações em concordância, para melhor argumento original e melhor filme - esta última provavelmente devida à passagem de 5 para 10 nomeados, mas compreensivel ainda assim.

 

Há no entanto qualquer coisa que me incomoda profundamente no filme.

É possível que a minha condição de bissexual e o meu percurso enquanto activista lgbt estejam a entrar em choque com a minha capacidade critica de cinéfila, no entanto não consigo evitar sentir-me ligeiramente irritada com a associação entre a bissexualidade de uma das personagens e os acontecimentos que decorrem no filme como consequência de tal. Aliás, é exactamente isso que me incomoda. A sensação com que se fica de uma ligação entre ambas as coisas. Isso admito, estragou-me um bocado a experiência.

 

Apesar de tudo, é claramente um filme a ver, bem conseguido na sua maior parte. Com bastante sucesso (ainda mais para um filme independente) e que, mesmo com a falha apontada, desbrava novos territórios em mainstream hollywood. Há que louvar isso, ainda que saiba a pouco.

 

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Publicado às 19:10


My Way: "Two roads diverged in a wood, and I, I took the one less traveled by. And that has made all the difference"

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"Não estamos a legislar para gentes remotas e estranhas. Estamos a ampliar as oportunidades de felicidade dos nossos vizinhos, dos nossos colegas de trabalho, dos nossos amigos e das nossas famílias e, ao mesmo tempo, estamos a construir um país mais decente. Porque uma sociedade decente é aquela que não humilha os seus membros"

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