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Em busca de Redenção

por Paula Antunes, em 16.04.08

Numa floresta vivia uma comunidade de yoguis em perfeita comunhão.
O seu líder já velho, prevendo a morte próxima, resolveu que deveria escolher um dos discípulos e passar-lhe os últimos conhecimentos para que ele assumisse o seu posto após sua morte. De entre os discípulos, o mestre sabia que apenas um seria capaz de assumir tal posição e para consagrar a sua escolha decidiu submeter o pupilo a um teste sem que ele soubesse.

O mestre chamou o discípulo à sua presença, entregou-lhe uma cesta cheias de maçãs e disse-lhe:
- Meu querido filho, dentro desta cesta repleta de maçãs, existe maças boas e maças podres. Peço-te que limpes a cesta e a devolvas apenas com as maças que estão boas para consumo.
O aluno recebeu a tarefa e o mestre ausentou-se, passando a observá-lo de longe para ver qual atitude ele tomaria. A escolha do mestre não era à toa, ele sabia que o seu pupilo era uma homem de grande capacidade.

O rapaz colocou-se diante da cesta de maças e começou a imaginar como poderia resolver essa, aparentemente simples, tarefa. Passou a imaginar a saída para tal problema e encontrou uma solução: retirar todas as maças podres uma por uma até restarem apenas as maças boas.
Mais ai questionou-se! No final dessa tarefa ficaria com poucas maças na cesta e com as mãos sujas das maças podres. Isso não lhe agradou. Encontrou então outra saída. Iria colher mais maçãs no pomar e colocaria essas novas frutas uma por uma dentro da cesta, empurrando com cuidado, para que todas as outras saíssem, tanto ruins como boas, até que só restassem maçãs novas e boas, terminaria a tarefa com as mãos limpas e a cesta repleta de boas frutas.

Quando o aluno chegou à tenda do mestre ouviu as seguintes palavras de seu velho amigo:
- Meu filho, cumpriste a tua tarefa com sabedoria, e tenho que te dizer algumas palavras. Assim como fizeste com as maçãs deves fazer com a vida. Os nossos defeitos (maças podres) não devem ser arrancados um a um. Se fizermos isso a tarefa será sofrida e terminaremos desgastados no final da vida (mãos sujas), restarão poucos sentimentos bons pois teremos ocupado a nossa vida a remexer em defeitos.

Então, colhe bons sentimentos, bons pensamentos, boas acções (maças boas) e coloca isso tudo dentro de ti, aos poucos, sem forçar, “expulsando” todas as coisas ruins de dentro porque não haverá lugar ali pra elas. Terminarás a vida transbordando felicidade, alegria, boas acções, bons sentimentos. Com as “mãos” limpas. Terás aprendido a “colher” as boas coisas da vida, tornarar-te-ás um bom exemplo para os que estão à tua volta.

E com essas palavras o mestre passou ao seu aluno todo o conhecimento que lhe restava para que ele assumisse o seu lugar.

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Publicado às 23:26


2 comentários

De valsa_lenta a 17.04.2008 às 08:02

Excelente forma de iniciar o dia.
Obrigada pela partilha

De Mafalda a 19.04.2008 às 00:47

Excelente partilha, meu amor :****

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