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Haja paciência!!!

por Paula Antunes, em 14.02.06
A Homossexualidade é uma Doença – Entrevista d'O Independente ao P. Nuno Serras Pereira por José Eduardo Fialho Gouveia – 10.02.2006

F.G.- Teresa e Helena, duas mulheres, iniciaram na semana passada uma batalha judicial
para conseguir casar. O casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser permitido?
P. N. S. P.- Não é possível haver casamento entre pessoas do mesmo sexo. O matrimónio exige capacidade reprodutiva.

F.G.- Porquê?
P. N. S. P.- Pode não haver capacidade reprodutiva por motivos de infertilidade. Mas quando o marido e a mulher se juntam através dos seus órgãos reprodutivos formam um só organismo. Por isso se fala de comunhão e de unidade.

F.G.- O casamento não deve, acima de tudo, ser uma questão de amor?
P. N. S. P.- Resta saber o que é o amor. Quando duas pessoas do mesmo sexo têm contactos genitais estão a instrumentalizar os seus corpos como se fossem sub-humanos. Na unidade dos actos de tipo reprodutivo forma-se um só organismo.

F.G.- É impossível que haja amor entre dois homens ou entre duas mulheres?
P. N. S. P.- Pode haver entre um pai e um filho, entre uma mãe e uma filha, entre amigos e entre amigas.

F.G.- E amor em termos sexuais?
P. N. S. P.- Penso que não é possível. A homossexualidade é uma doença. A Associação Norte-Americana de Psiquiatria, em 1973, pela mão de Robert Spitzer, fez retirar a homossexualidade da lista de enfermidades. Todavia, alguns anos depois, repensou a sua posição e verificou que uma terapia adequada era capaz de corrigir a inclinação sexual dos homossexuais.

F.G.- Julgo que nenhum médico - a menos que seja extremamente conservador ou influenciado pela mentalidade católica - considera a homossexualidade uma doença. É do conhecimento público que essa visão está ultrapassada...
P. N. S. P.- Não está. Nos Estados Unidos há muitos médicos - que nada têm a ver com a Igreja Católica e que são de diversas facções políticas - a afirmá-lo. Defendem que é uma doença de origem psicológica, um sintoma de uma neurose relacionada com um complexo de inferioridade. Resolvida a neurose, a atracção por pessoas do mesmo sexo desaparece. A prática de relações homossexuais reforça essa enfermidade, enquanto a abstinência tende a favorecer a cura.

F.G.- Quando pensamos numa doença imaginamos algo prejudicial. A homossexualidade é nefasta em quê?
P. N. S. P.- Em termos psicológicos, há uma fixação narcisista. Não se procura o outro enquanto outro; cada um procura-se a si mesmo no outro. Os homossexuais não são capazes de atingir a verdadeira união e comunhão. Por outro lado, a nível físico sabemos - através de estudos realizados nos Estados Unidos - que a esperança média de vida dos homossexuais activos é de 45 anos, sem contar com aqueles que morrem de sida. E apenas dois por cento chegam aos 70. A taxa de incidência de doenças sexualmente transmissíveis é também muito mais alta e os níveis de criminalidade entre a população homossexual, em termos percentuais, são superiores. Finalmente, os dados mostram igualmente que a pedofilia é mais frequente entre os homossexuais.

F.G.- Tem noção de que um sexólogo apelidaria essas declarações de ridículas?
P. N. S. P.- Depende do sexólogo. Se fosse sério poderia comprovar o que eu digo.

F.G.- Todos os sexólogos que não partilham da sua opinião não são sérios?
P. N. S. P.- Podem estar mal informados ou partilhar de uma ideologia que os faz olhar apenas para uma parcela da realidade e excluir determinados factores.

F.G.- Não admite que possa ser a sua ideologia que o leva a distorcer a realidade?
P. N. S. P.- Estou a falar de factos.

F.G.- Rejeita, portanto, que seja possível haver amor homossexual...
P. N. S. P.- Nem sequer há homossexuais. Há pessoas que padecem de inclinações homossexuais. Algo que lhes provoca grande sofrimento.

F.G.- Os homossexuais não dizem que sofrem por ser homossexuais...
P. N. S. P.- Não é isso que a minha experiência me ensina.

F.G.- Devem lutar contra a sua inclinação sexual e viver toda uma vida em negação?
P. N. S. P.- O problema está em agir de acordo com essa inclinação sexual. É preciso levá-los a descobrir a verdadeira identidade. Há muitos testemunhos de homossexuais recuperados.

F.G.- Se a homossexualidade é uma doença, qual é a causa?
P. N. S. P.- Os especialistas explicam que é uma psicose.
Os especialistas não dizem que a homossexualidade é uma doença...
Alguns não o dizem. Quando Robert Spitzer - que era presença assídua na imprensa e na televisão - verificou que estava enganado e recuou na sua posição a comunicação social cortou-lhe o pio.

F.G.- A comunicação social norte-americana está então dominada por um poderosíssima "lobby gay"?
P. N. S. P.- O " lobby gay" tem grande influência na comunicação social. E infiltrou-se também na política e na Igreja.

F.G.- Considera-se homofónico?
P. N. S. P.- De modo algum. Não tenho horror ao meu sexo. O homofóbico é aquele incapaz de lidar com pessoas do mesmo sexo. Não é o meu caso. Não concordo é que se destrua a instituição casamento, que é a célula-base da sociedade. É no casamento que são gerados os filhos. Por isso o Estado protege e promove a família.

F.G.- Isso significa que o Estado não deve proteger um casal heterossexual que não pode ter filhos?
P. N. S. P.- Isso não é uma família, é um casamento. A família só existe a partir do momento em que há filhos.

F.G.- Um homem e uma mulher casados não são, só por si, uma família?
P. N. S. P.- Não. Têm a família da parte do marido e da mulher, mas não constituíram família.

F.G.- Se fosse criada uma instituição paralela ao casamento, com outro nome, continuaria a ser contrário à união entre duas pessoas do mesmo sexo?
P. N. S. P.- A lei pode tolerar a homossexualidade - digo tolerar porque ela em si não é um bem, não é um comportamento positivo - se isso evitar males maiores. Daí a criar um estatuto jurídico para relações meramente privadas não vejo qualquer sentido.

F.G.- Deixe-me apresentar-lhe então a seguinte situação. Duas mulheres vivem juntas durante 30 anos. Por que razão, em caso de morte de uma delas, não pode a outra ter os mesmos direitos de uma viúva heterossexual?
P. N. S. P.- Os direitos implicam deveres correspondentes. Igualdade não é tratar da mesma forma circunstâncias diferentes.

F.G.- Rejeita que um homossexual possa ter os mesmos direitos de um heterossexual?
P. N. S. P.- Todos devem ter direitos iguais a nível da Constituição. Mas um homem e uma mulher que se casam é uma realidade diferente de dois homens ou de duas mulheres que se juntam. Tratá-los da mesma forma é uma injustiça.

F.G.- São realidades diferentes porquê?
P. N. S. P.- Porque um homossexual não é capaz de constituir família.
Há muitos casais heterossexuais que também não...
Mas isso não depende das suas atitudes comportamentais. Alguém que é estéril não tem culpa da sua esterilidade, mas é capaz de praticar os actos do tipo reprodutivo.

F.G.- E um homossexual tem culpa de ser homossexual?
P. N. S. P.- Pode não ter. Mas pode ter culpa se reforçar a sua homossexualidade praticando actos homossexuais.

F.G.- É lógico que não concorda com a adopção por casais homossexuais...
P. N. S. P.- Não há casais homossexuais. Nunca lhes chamaria casais. Por outro lado, em termos de formação, é bom que as crianças tenham o pai como referência masculina e a mãe como referência feminina.

F.G.- E as crianças que crescem só com um pai ou só com uma mãe?
P. N. S. P.- Isso apenas acontece devido a uma qualquer infelicidade. Não é a situação ideal.

F.G.- É melhor para uma criança viver numa instituição até à idade adulta do que com dois pais ou duas mães que lhe dão amor e carinho?
D P. N. S. P.- epende da instituição. Se for uma instituição como a Casa Pia era aqui há uns anos é capaz de ser bem pior. Se for uma instituição equilibrada é muito melhor do que crescer com dois pseudo-pais ou com duas pseudo-mães.



Acho impressionante que quando a questão muda para o problema do aborto as opiniões não melhoram - a isto senhoras e senhores chama-se extremismo do mais puro.

Ai o “Santo clero”!!!

Versão completa da entrevista encontra-se na página do nosso querido e simpático murcon.

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Publicado às 00:07


18 comentários

De Paulo a 04.09.2006 às 05:55

Concordo com "zombie": mesmo que fosse doença, neurose, psicopatia ou o "diabo a quatro", para que serve ou interessa a opinião de quem acha que a masturbação é pecado !!!?

De DaRk_WiNgS a 04.03.2006 às 23:08

Exactamente Scorpio_Angel,mas eu concordo inteiramente contigo.
Com este tipo de coisas,é impossivel que as pessoas comecem a mudar o pensamento em relação á homosexualidade =|

De esquizoide a 02.03.2006 às 21:26

em 2 palavras: an bilivi!

De Scorpio_Angel a 02.03.2006 às 01:53

Wizardsoul e DaRk_WiNgS: Realmente é ridiculo. Mas este tipo de declarações nos media não ajudam nada ao esclarecimento das pessoas sobre o que é ser LGBT.... :-/

De DaRk_WiNgS a 01.03.2006 às 22:38

Simplesmente ridículo!!!
É que nem dá para comentar sequer...sem comentários mesmo =/...enfim...até mete dó entrevistas como estas...

De wizardsoul a 27.02.2006 às 13:48

eu ainda me estou a rir .. do ridiculo da situacçao ...

porque sinceramente.. isto nem parece real .. parece que o senhor ficou preso no tempo .. e não sabe como sair de lá ..

já tinha lido muita coisa estranha mas o que este diz supera tudo ...

De Mallika a 17.02.2006 às 14:58

LOLL, sim chaos, a mim parece-me o mesmo. bjs

De chaos a 16.02.2006 às 23:45

o_O?!?! LOOOOOOOOOL

esse homem é mesmo doente! esse sim é que é doente! LOL

De Mallika a 16.02.2006 às 16:05

sapatilha e Gaivotinha - Acho que não vale a pena sairmos do sério por causa da opinião de uma pessoa. Não lhe podemos dar esse valor.

De Mallika a 16.02.2006 às 16:03

Gaybriel - a mim dá-me vontade de rir. Obrigado pelo elogio e também já fui espreitar o teu blog - gostei muito. Gosto da tua frontalidade e o modo como encaras a vida. Bjinhos

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