Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Só espero que não seja genético!

por Paula Antunes, em 27.12.06
Há um tópico no fórum da rede ex aequo que se chama "Curiosidades sobre nós...". Após ter respondido lá, não resisto a partilhar aqui o meu post como alerta para futuros pais:


"Fui uma criança "terrível". Não havia coisa que me despertasse curiosidade que eu não tivesse que compreender. Logo, algumas das "curiosidades" foram:

- Abri ambas as portas do carro da minha mãe (em andamento) e sentei-me no meio porque queria descobrir se era possível ser projectada do carro ou não. Tinha 4 ou 5 anos.

- Destravei o carro do meu padrinho (com ele, a minha madrinha e os meus pais lá dentro), porque queria saber para que servia aquela coisa entre os bancos. Tinha 2 anos e tal.

- Derreti dezenas de lápis de cera no meu aquecedor (metálico) do quarto, pois desejava confirmar se a cera era idêntica à das velas e se a cor era relevante na sua constituição. Quando a minha mãe entrou e notou o cheiro, expliquei-lhe que se tratava de uma experiência cientifica (estava a estudar ciências da natureza). Tinha uns 12 ou 13 anos.

- Peguei na coleção de K7s do meu pai e desenrolei a fita de todas elas. Queria saber a quantos metros correspondia 1 minuto de música (em fita). Os meus pais complementaram o meu conhecimento, fazendo-me aprender a voltar a enrolar todas as fitas com uma caneta. Tinha 6 ou 7 anos.

- Subia a minha escadaria para o sotão sem nunca colocar um pé numa escada (só através do corrimão e parede de apoio). Queria estar apta a fazê-lo no caso de algum dia as escadas cairem e precisarmos de ir ao sotão com urgência. Depois tornou-se simplesmente um hábito. Fiz isto dos 13 aos 17 anos.


(Tenho dezenas deste género, mas vou deixar só mais uma:)


- O meu avô ofereceu um spray à minha mãe (numa altura em que o meu pai por vezes não dormia em casa devido ao trabalho). A minha mãe decidiu colocá-lo no topo de um móvel de sala (com uns 2 m e tal). Ninguém me explicou para que servia (excepto que era para protecção).

Trepei pelo móvel (entre prateleiras, bar e tv) - até hoje não sei como é que aquilo não me caiu em cima, pois estava mal apoiado - até agarrar o spray e o trazer para baixo. Observei-o atentamente e reparei num pequeno orificio. Quando o aproximei da vista para perceber melhor de que se tratava, carreguei na parte de cima e um jacto foi projectado para os meus olhos (e óculos, felizmente).

O ardor era insuportável, o que me levou a correr para a rua gritando a plenos pulmões: "SOCORRO!! VOU MORRER!". Como não via bem limitei-me a correr em círculos para não embater em nada. Várias pessoas alarmadas, e sem compreenderem o que se passava (uma vez que eu não dizia outra coisa), foram chamar a minha mãe à cabeleireira onde ela se encontrava a fazer uma permanente.

Uma estupfacta e alarmada mãe, com metade do cabelo esticado e outra metade encaracolado, agarrou em mim (depois de finalmente perceber que me tinha auto-flagelado com spray-pimenta) e enfiou-me a cabeça debaixo de um jacto de água gelada até o ardor passar (só um pouco).

Foi dificil de lhe explicar a razão desta "experiência cientifica", mas como consequência os meus pais nunca mais tiveram qualquer arma (mesmo que aparentemente segura) na nossa casa. Tinha 8 anos."

Autoria e outros dados (tags, etc)

Publicado às 16:38


My Way: "Two roads diverged in a wood, and I, I took the one less traveled by. And that has made all the difference"

Paula Antunes


Paula Antunes

"Não estamos a legislar para gentes remotas e estranhas. Estamos a ampliar as oportunidades de felicidade dos nossos vizinhos, dos nossos colegas de trabalho, dos nossos amigos e das nossas famílias e, ao mesmo tempo, estamos a construir um país mais decente. Porque uma sociedade decente é aquela que não humilha os seus membros"

Zapatero


Caleidoscópio LGBT


Pesquisar

Pesquisar no Blog