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Nas noites mais escuras...

por Paula Antunes, em 21.01.06
Fantasmas são personagens da nossa mente desde crianças. Mas, ao contrário do que nos quiseram ensinar, a idade por si só não os apaga, não os afugenta. Eles mudam tão-somente as suas máscaras.

Talvez já não olhemos para debaixo da cama, procurando o malvado bicho papão. Mas ele esconde-se todos os dias nos locais que mais nos amedrontam. Nas ocasiões que fingimos não ter tempo para lidar com, nas pessoas que não compreendemos porque nos afectam assim.

Os fantasmas acabam por se tornar parte de nós - e o nosso sistema imunitário da Alma - que de inicio tanto nos alertava, habituou-se com essas presenças desagradáveis, mas costumeiras.

Olha-los nos olhos não é fácil. Assustam. Mostram-nos as nossas fraquezas, as falhas, os sonhos que - só de imaginarmos fracassados - nos matam aos poucos.

Mas não há outro modo de os apagar. É que só ultrapassamos o que conhecemos...
E assim resta-nos o confronto. O mais duro de todos. Com os pedaços mais recônditos do nosso Ser.

E só aí, quando nos atrevemos a empunhar uma vela e iluminar o que sempre foi escuridão, reconhecemos a razão daqueles que, quando éramos pequenos nos afagavam... mostrando com o seu Amor que nada há que nos assuste debaixo da cama - basta a coragem de enfrentar...

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Publicado às 00:16


My Way: "Two roads diverged in a wood, and I, I took the one less traveled by. And that has made all the difference"

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