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Caleidoscópio LGBT na SlutWalk

por Paula Antunes, em 14.08.11

 

Marcha de «galdérias» na noite do Porto


 

Iniciativa que contou com cerca de meia centena de pessoas tem como objectivo mudar consciências

  

As «galdérias» marcharam sábado à noite pelas ruas do Porto para mostrar que a sua vontade própria e liberdade não se altera por uma forma mais ou menos provocante de vestir, noticia a Lusa. 

 


«Sou uma galdéria porque independentemente de como estou vestida ou maquilhada ou da forma como posso provocar, eu é que sei do meu corpo e da minha sexualidade e não é ninguém que vai decidir isso por mim», disse à Lusa Inês Santos, 21 anos, estudante e «galdéria».

Inês foi uma das participantes da primeira Marcha das Galdérias do Porto, que contou com a participação de cerca de meia centena de «galdérias» e percorreu algumas das artérias mais movimentadas da noite portuense.

A marcha foi organizada à semelhança de outras já realizadas, a começar pela de Toronto que deu início ao fenómeno global denominado por «SlutWalk» depois de um polícia ter dito que as mulheres deviam evitar vestir-se como «galdérias» para não serem vítimas de ataques sexuais.

«Sou mulher, dona de mim própria, com vontade própria e muito livre», destacou Ana Afonso, 37 anos, secretária e, como todas as que participaram, também «galdéria».

Desengane-se quem imaginar rendas, lingerie, meias de liga ou stilettos. Estas «galdérias» não tinham dress code e usavam o que lhes era mais confortável.

É que a marcha pretende apenas «mudar a conotação da palavra galdéria, conferindo-lhe «poder», como explicou Ana, sem segregações ou preconceitos.

Que o diga Rui Pena, actor de 40 anos, assumidamente uma «galdéria». 

«É uma questão de liberdade de expressão, independentemente do género ou orientação sexual», disse.

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Publicado às 15:53



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