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‘A Tempestade e o Copo d’Água'

por Paula Antunes, em 28.11.06
Questões antropológicas relacionadas com o casamento entre pessoas do mesmo sexo

Organização: Miguel Vale de Almeida / Almedina
Com Miguel Vale de Almeida

30 de Novembro, 19:00h
Livraria Almedina - Atrium Saldanha
Pç. Duque de Saldanha, 1 - Loja 71 – 2º Piso
Lisboa

Dos Na da China aos Gay de Lisboa: O que a antropologia diz e não diz sobre o casamento como relação e instituição (ou uma estória de sexo, amor, parentes e crianças)

Uma “tempestade” começou a varrer as democracias liberais: a exigência do direito à igualdade no acesso ao casamento civil por parte de casais do mesmo sexo mobiliza as energias e paixões políticas, cívicas, éticas, morais e estéticas. Para os defensores da alteração da lei, trata-se do último passo numa longa caminhada que tem como antecedentes as várias lutas pelos direitos civis; o acesso ao casamento participaria duma lógica simbólica inclusiva e legitimadora da homossexualidade do ponto de vista cultural. Para os detractores, a própria estrutura da sociedade seria posta em causa caso se aceitasse o alargamento deste direito. Paralelamente, posições há que advogam soluções intermédias; outras propõem nomes diferentes para a “coisa”; outras ainda preocupam-se sobretudo com a adopção e a parentalidade; e sectores do próprio movimento gay e lésbico consideram o casamento uma reivindicação integracionista e pouco radical.

Depois das mudanças legislativas em Espanha, Portugal encontra-se numa situação expectante. Nem as posições dos diferentes partidos, nem iniciativas como a petição pela alteração da lei ou a recusa do direito a casar no que ficou conhecido como o “caso Teresa e Lena”, indicam um só caminho ou permitem antever o que acontecerá. Os sectores mais tíbios, segundo uns, ou cautelosos, segundo outros, apelam normalmente a um “debate alargado na sociedade”. Esta iniciativa pretende ajudar a isso mesmo, convocando os saberes da Sociologia, do Direito e da Antropologia para um debate fundamentado sobre os contornos sociais, legais e culturais da “Tempestade” que agita o “Copo d’Água”. Será uma gota. Mas uma gota, como se sabe do provérbio, pode fazer uma grande diferença.


Miguel Vale de Almeida

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Publicado às 14:55


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