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Para ti

por Paula Antunes, em 27.12.10

 

O guardador de rebanhos


 

Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem sabe porque ama, nem sabe o que é amar...

 

(...)

 

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...

Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,

Porque eu sou do tamanho do que vejo

E não do tamanho da minha altura...


(...)


A mim ensinou-me tudo.

Ensinou-me a olhar para as cousas,

Aponta-me todas as cousas que há nas flores.

Mostra-me como as pedras são engraçadas

Quando a gente as tem na mão

E olha devagar para elas.

 

(...)


É esta minha quotidiana vida de poeta,

E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,

E que o meu mínimo olhar

Me enche de sensação,

E o mais pequeno som, seja do que for,

Parece falar comigo.


Fernando Pessoa

(Alberto Caeiro)

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Publicado às 00:51



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